Mercedes-AMG GT 4 drzwi ma wirtualny silnik V8, ale jego osiągi są prawdziwe.

O Mercedes-AMG GT 4 portas elétrico estreia-se com até 1169 cv e uma missão difícil: convencer quem não dispensa um V8. Conduzimos o GT 55 e GT 63.
Mercedes-AMG GT 4 Portas
Primeiras impressões
8/10
Data de comercialização: Novembro 2026
O primeiro elétrico da Mercedes-AMG oferece mais do que uma conversa sobre estilo ou uma experiência simulada. Mas esta conversa não é simples, aliás, nada neste carro é sinónimo de simplicidade.
Prós
Performance nas duas versões;
Tecnologia dos motores e da bateria;
Modos e parâmetros de condução;
Velocidade de carregamento em DC.
Contras
Carregamento em AC limitado a 11 kW;
Estilo pouco consensual;
Qualidade de alguns materiais interiores;
Preço.
O novo Mercedes-AMG GT 4 portas elétrico é provavelmente um dos automóveis mais polémicos que a marca apresentou nos últimos anos. E não é necessariamente por ser elétrico.
É o estilo que tem dividido opiniões. Mas há muito mais para descobrir neste GT do que aquilo que está à vista. Para perceber até onde a Mercedes-AMG conseguiu levar o seu primeiro desportivo elétrico desenvolvido de raiz, conduzi duas versões em cenários bastante diferentes: o GT 55, com 816 cv, em estrada, e o GT 63, com 1169 cv e 2000 Nm, no circuito de Ascari, em Espanha.
A questão é simples: poderá toda esta tecnologia proporcionar uma experiência tão interessante como a de um AMG com motor V8? A resposta não é tão óbvia como a potência destes dois modelos poderia fazer supor.

A traseira continua a não convencer
Com mais de cinco metros de comprimento, uma carroçaria baixa e ombros muito largos, o novo GT 4 portas tem uma presença impressionante.
Pessoalmente, gosto da dianteira. É larga, musculada e coerente com a identidade dos Mercedes mais recentes. Já a traseira é outra história. A utilização daquele grande elemento em plástico preto não me convence e parece-me ser a parte menos conseguida do desenho.

Ainda assim, nada foi deixado ao acaso. A aerodinâmica inclui entradas de ar ativas, um spoiler traseiro móvel e soluções opcionais no fundo da carroçaria. O coeficiente aerodinâmico anunciado é de apenas 0,22.

Ecrãs a mais, mas a qualidade está lá
Por dentro, encontramos três grandes ecrãs, incluindo um para o passageiro. Continuo a achar que são ecrãs a mais, mas reconheço que a Mercedes melhorou bastante a integração do sistema e a facilidade de utilização.


2 imagens
A qualidade dos materiais é elevada, os bancos oferecem um excelente apoio e o volante merece destaque pela pega e pelos comandos, que agora combinam elementos físicos e táteis muito mais fáceis de utilizar.
Atrás há apenas dois lugares, mas o espaço surpreende. Com os meus 1,81 m, consegui sentar-me confortavelmente, com espaço suficiente para a cabeça e pernas.


GT 55. Mais confortável do que seria de esperar
Comecei pelo GT 55, com 600 kW ou 816 cv, numa estrada estreita, irregular e com buracos. E a primeira surpresa foi o conforto.
Apesar da potência e das suas capacidades dinâmicas, este Mercedes-AMG consegue ser um automóvel perfeitamente utilizável no dia a dia. É extremamente rápido, mas também confortável e fácil de conduzir.

Depois há a experiência de condução. A Mercedes-AMG permite simular o funcionamento de um V8, incluindo o som, as vibrações e até as passagens de caixa através das patilhas no volante. O carro vibra, os pedais vibram, sentimos tudo nas costas e até podemos reduzir uma relação para provocar uma desaceleração.
É tudo artificial, naturalmente. Mas está muito bem feito e acrescenta uma interação que falta a muitos elétricos de elevada potência.
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No circuito de Ascari, troquei o GT 55 pelo GT 63, com 1169 cv e 2000 Nm. As prestações são impressionantes, mas depressa percebemos que estamos ao volante de um automóvel pesado.
A direção é competente, a traseira trabalha muito bem e a velocidade com que conseguimos abordar as curvas surpreende. Contudo, as transferências de massa fazem-se sentir e há limites que nem toda a eletrónica consegue ultrapassar.
Gostei particularmente dos três comandos rotativos AMG Race Engineer, que permitem ajustar a resposta do acelerador, o comportamento em curva e o controlo de tração. São fáceis de utilizar, mas explorar todas as suas possibilidades exige tempo.
É tão interessante de conduzir como um AMG V8? Para mim, não. A experiência continua a ser diferente e, por vezes, demasiado artificial. Mas é um dos elétricos mais envolventes que conduzi, muito por causa de todos estes artifícios digitais.
Dos 15% aos 40% em apenas três minutos
O Mercedes-AMG GT 4 portas elétrico estreia a plataforma AMG.EA, com três motores elétricos de fluxo axial e uma bateria de 106 kWh úteis, cujas células são arrefecidas diretamente por óleo. Este sistema permite gerir melhor a temperatura da bateria, tanto nas situações de maior exigência como durante os carregamentos.
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A Mercedes-AMG anuncia carregamentos até 600 kW. Durante a apresentação, e em condições ideais, acompanhámos uma demonstração em que o sistema atingiu um pico de 625 kW e a bateria passou dos 15% aos 40% em apenas três minutos.
É uma capacidade de carregamento verdadeiramente impressionante, embora dependa de uma infraestrutura capaz de fornecer tamanha potência.
Descubra o seu próximo automóvel:

Quanto custa o Mercedes-AMG GT 4 portas elétrico
O Mercedes-AMG GT 55 tem preços em Portugal a partir de 160 500 euros, enquanto o GT 63 começa nos 206 500 euros.
Entretanto, a gama foi alargada com o GT 53, de 400 kW ou 544 cv, que não fez parte deste primeiro contacto e está disponível a partir de 129 500 euros. Mais detalhes no próximo artigo:
Veredito
Mercedes-AMG GT 4 Portas
Primeiras impressões
8/10
Como seria de esperar, o primeiro Mercedes-AMG elétrico é o quatro lugares mais capaz de sempre da marca. Tem prestações de supercarro, é imbatível em estrada e impressiona em pista. Mas o estilo pouco consensual e o preço vão ser um desafio. A marca deve apostar em test-drives, só precisa de uns metros para nos convencer.
Data de comercialização: Novembro 2026
Prós
Performance nas duas versões;
Tecnologia dos motores e da bateria;
Modos e parâmetros de condução;
Velocidade de carregamento em DC.
Contras
Carregamento em AC limitado a 11 kW;
Estilo pouco consensual;
Qualidade de alguns materiais interiores;
Preço.
Especificações técnicas
AMG GT 55
AMG GT 63
Motor
Motor
FR: 1 motor de fluxo axial;
TR: 2 motores de fluxo axial
FR: 1 motor de fluxo axial;
TR: 2 motores de fluxo axial
Potência máxima
600 kW (816 cv)
860 kW (1169 cv)
Binário máximo
1800 Nm
2000 Nm
Tração
Integral
Integral
Bateria
Capacidade útil
106 kWh
106 kWh
Arquitetura
elétrica
800 V
800 V
Carregamento DC
600 kW
600 kW
Carregamento AC
11 kW
11 kW
Carregamento DC
(10-80%)
11 min
11 min
Dimensões
e Capacidades
Peso em vazio
(DIN)
2460 kg
2460 kg
Dimensões
(comp. x larg. x alt.)
5094 mm x 1959 mm x 1411 mm
5094 mm x 1959 mm x 1411 mm
Distância entre-eixos
3040 mm
3040 mm
Bagageira traseira
415 l
415 l
Bagageira dianteira
41 l
41 l
Pneus
FR: 265/40 R20;
TR: 295/40 R20
FR: 265/40 R20;
TR: 295/40 R20
Performances
e Consumos
0-100 km/h
2,8s
2,4s
0-200 km/h
9,0s
6,8s
Vel. máxima
260 km/h;
300 km/h (Pack AMG Driver)
260 km/h;
300 km/h (Pack AMG Driver)
Autonomia
WLTP
684 km
678 km
Consumo
WLTP
18,3 kWh/100 km
18,4 kWh/100 km