A Nio permanece na Europa. A Onvo deve entrar em nosso mercado entre os anos de 2028 e 2029.

William Li, fundador e CEO da Nio, visitou a Europa pela primeira vez desde novembro de 2025 e encontra-se aqui com clientes, parceiros e funcionários. A empresa confirmou duas coisas nessa ocasião: não está saindo da Europa e planeja o lançamento da marca Onvo na região entre 2028 e 2029. Para os motoristas, isso é um sinal claro: a Nio está reduzindo custos, mas não desiste.
Há meses a Nio está reestruturando seu modelo de operações na Europa. Em vez de contar muito com suas próprias estruturas, pretende se apoiar mais em distribuidores locais. No entanto, a empresa ressalta que essa mudança no modelo operacional não significa retirada da região. Ela continuará atuando diretamente em países selecionados, ao mesmo tempo em que colabora com parceiros.
Isso, aliás, está de acordo com o que já foi mencionado anteriormente em relação à Alemanha, Holanda e Suécia. Lá, a Nio deveria considerar adotar um modelo de distribuição, mantendo possivelmente a venda direta na Noruega. Ou seja, menos ambições “exibicionistas” e mais foco nos lucros. Muito sensato.
Li disse diretamente: “Nossos usuários nos informam de maneira muito clara o que funciona, o que falta e o que esperam de nós”. A segunda citação é ainda mais importante do ponto de vista comercial: a Europa tem potencial de longo prazo para a Nio, mas a empresa deseja dar os próximos passos “com disciplina” e em um ritmo que permita crescimento sustentável, e não apenas por expansão.
A Nio promete serviço e garantia, já que isso já teve problemas no passado
A Nio garante que manterá o suporte pós-venda, as garantias, as peças e os serviços conectados de acordo com o ciclo de vida do carro. Isso não é detalhe, pois em maio de 2026 os gestores da empresa se encontraram com os usuários na Holanda, onde houve reclamações sobre atualizações de software atrasadas e suporte pós-venda insuficiente.
Agora a empresa declara que as opiniões de cada mercado chegarão mais cedo às definições do produto e às decisões comerciais. Em resumo: primeiro o ajuste do produto e do modelo de negócios, depois o crescimento. Correto, mas a Nio ainda precisa colocar isso em prática.
No fundo, também aparece o Onvo. A Nio confirmou que sua marca de veículos elétricos voltada para famílias entrará nos mercados internacionais, sendo que o lançamento europeu está previsto para os anos de 2028 a 2029. Em maio, falava-se apenas sobre a análise de possibilidades, então agora o cronograma já é mais claro. O Onvo pretende atingir o segmento de massa de carros elétricos familiares, ou seja, onde a concorrência na Europa é mais acirrada.
A Nio também afirmou que continuará analisando as oportunidades para as marcas Nio e Firefly. O portfólio de marcas e modelos deve crescer gradualmente, de acordo com a demanda real. Sem datas definidas para tudo ao mesmo tempo. E talvez seja melhor assim, pois essa fase de grandes promessas as marcas chinesas já superaram.
William Li na WTO sobre direção inteligente e homologação
O segundo ponto desta visita é o discurso de Li durante o World Trade and Tech Day, na sede da OMC em Genebra, em 14 de setembro, horário local. Lá, o líder da Nio apelou por maior coerência nos métodos de teste entre os mercados e pelo reconhecimento mútuo dos resultados dos testes.
O objetivo é óbvio: reduzir os custos de implementação no exterior de tecnologias como a condução inteligente. Li também afirmou que os fabricantes precisam levar em consideração a conformidade regulatória global e as exigências locais já na fase de desenvolvimento do produto. Caso contrário, sistemas ambiciosos de ADAS acabarão sendo funcionalidades caras restritas a um único país.
Para a Europa e a Polônia, algo mais importante do que os discursos é o fato de que, em junho, a Nio abriu a primeira Nio House na Grécia, em Atenas, em parceria com a empresa local Motodynamics. Ou seja, o modelo de parceria já está em funcionamento e não se trata apenas de um slide em uma apresentação.
Nio não promete hoje um ataque à Europa. Promete paciência. E isso, em 2026, soa muito mais credível. Na sua opinião, a Onvo ainda tem espaço entre a Tesla, a BYD e a concorrência europeia?
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