Frotas elétricas: 72% das empresas ainda as gerenciam sem uma ferramenta dedicada


A eletrificação das frotas empresariais já está bem avançada, mas sua gestão ainda é em grande parte artesanal. De acordo com o primeiro Barômetro de Frotas da Beev, 72% das empresas consultadas ainda administram seu parque sem um software especializado. Além disso, nenhuma delas conhece com precisão o custo total de propriedade de cada veículo.
O estudo, realizado em agosto de 2026 com 125 tomadores de decisão e gestores de frotas, mostra que todas as empresas entrevistadas já possuem pelo menos 10% de veículos elétricos. Metade delas opera até mesmo uma frota majoritariamente ou totalmente eletrificada. Essa tendência deve continuar: 27% dos respondentes pretendem acelerar a eletrificação nos próximos dois anos, enquanto 49% pretendem manter seu ritmo atual. Nenhum deles considera desacelerar ou voltar aos veículos híbridos.
O paradoxo surge quando se trata de operar esses veículos. Apenas 28% das empresas utilizam um software especializado para gestão de frotas. 46% não possuem nenhum instrumento formalizado, e 26% não sabem se alguma solução foi implementada.
TCO: um dado crucial, mas pouco acompanhado
A redução do custo total de propriedade, ou TCO, é, no entanto, a principal motivação para a eletrificação para 31% dos respondentes, à frente da otimização fiscal, com 26%, e das exigências dos clientes ou dos processos de licitação, com 23%. Porém, nenhuma empresa entrevistada conhece com precisão seu TCO para cada veículo. Metade delas acompanha apenas parte desses dados, enquanto a outra metade não dispõe de nenhuma informação.
O acompanhamento ambiental também parece pouco estruturado: 51% das empresas não planejam nenhuma medida para controlar suas emissões, e nenhuma delas possui um sistema estruturado de monitoramento de carbono.
A autonomia como principal fator
Apesar do avanço dos veículos elétricos, 49% dos gestores ainda citam a autonomia como principal obstáculo para uso profissional, à frente do custo de aquisição ou aluguel, com 26%.