Eletrificação das frotas: não “se”, mas “quando”

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“No caso da eletrificação de frotas, a pergunta cada vez menos é se vale a pena, mas sim quando e com que rapidez implementá-la. As empresas que optam por carros elétricos focam principalmente nos custos. A energia necessária para percorrer um quilômetro custa menos do que o combustível, e uma estrutura de propulsão mais simples significa menos componentes que exigem manutenção. Em frotas grandes, essas diferenças começam a ter impacto no orçamento como um todo” – observa Arkadiusz Miętkiewicz, Diretor Geral da Electrip Poland.
Assim, os carros elétricos deixam de ser apenas uma questão de tendência ou imagem para as frotas. Com uso adequado, podem significar menores custos operacionais diários.
O que pode impedir a eletrificação?
É possível comprar um carro. Depois surge a pergunta: onde ele será carregado?
O alcance, a disponibilidade das estações e os hábitos dos motoristas continuam sendo preocupações frequentes. A isso se soma o planejamento das rotas e a cobrança pela recarga. No caso de veículos que percorrem centenas de quilômetros todos os dias, essas questões não podem ser deixadas ao acaso.
As barreiras para a eletrificação das frotas são bastante reais. A maior delas continua sendo o medo dos motoristas de perderem o alcance durante a viagem, além da falta de infraestrutura previsível. A empresa pode comprar veículos elétricos, mas se os funcionários não tiverem certeza de onde vão recarregá-los nas principais rotas ou no destino da viagem, o processo é interrompido.

“A isso se soma a mudança de hábitos: planejamento de rotas ou novos procedimentos de cobrança. Como operadores, não ficamos de braços cruzados – nosso papel é eliminar essas preocupações passo a passo. Por isso, construímos estações de carregamento rápido exatamente onde os negócios e as frotas realmente precisam delas”, destaca Wojciech Kaleta, Operation Manager da Electrip Poland.
Portanto, antes de substituir a frota, vale a pena verificar quais carros percorrem rotas fixas, onde param com mais frequência e quanto tempo passam na base ou perto do escritório. Isso permite avaliar quais veículos são os melhores para começar.
E as diretrizes da União Europeia, o que dizem?
As regulamentações também influenciam as decisões das empresas. A AFIR prevê o desenvolvimento de infraestrutura de carregamento ao longo das principais rotas na União Europeia. Já a CSRD estabelece obrigações de relatórios ambientais para determinados grupos de empresas.
Para as frotas, isso significa que questões relacionadas ao transporte e às emissões aparecem cada vez mais no planejamento das atividades da empresa. Nem toda empresa precisa substituir toda a sua frota por veículos elétricos hoje. No entanto, cada vez mais empresas precisam levar esse aspecto em consideração ao planejar os próximos anos.
Apenas o carregador não é suficiente
A eletrificação não se resume à compra de carros e à instalação de alguns carregadores perto do escritório. A infraestrutura precisa se adaptar ao modo como a frota realmente funciona. São importantes os locais, a potência disponível, o tempo de carregamento e a possibilidade de gerenciar os pontos de carregamento.
Por isso, o operador da infraestrutura pode se tornar parte do planejamento da frota. A empresa precisa ter acesso a pontos de carregamento onde os veículos realmente circulam e param: em bases, escritórios, armazéns, rotas ou destinos finais.
A Electrip está expandindo sua rede de locais, incluindo hubs ao longo das autoestradas e pontos nas rodovias expressas, além de shoppings e campi universitários.

Quando os veículos elétricos se tornarão o padrão?
Não existe uma data exata em que todas as frotas passarão a usar energia elétrica. Carros que percorrem rotas curtas e repetitivas têm necessidades diferentes daqueles que fazem centenas de quilômetros todos os dias.
No entanto, a mudança já está em andamento. As empresas estão avaliando quais veículos podem ser adaptados para propulsão elétrica, calculando os custos e buscando locais onde os motoristas possam carregar seus carros com conforto.
Por isso, a pergunta passa cada vez mais a ser não “se os carros elétricos aparecerão na frota”, mas “quando se tornarão parte integrante dela”. Esse momento não será o mesmo para todos, e nem toda frota seguirá esse caminho no mesmo ritmo. Uma coisa é certa: a decisão sobre adquirir outro carro elétrico dependerá cada vez mais não apenas do modelo a ser escolhido, mas também de como será toda a rota que ele precisará percorrer.