Postos de bônus: protestos, mas elogios à programação

O bônus para postos de carregamento irritou vários leitores que nos informaram ter “perdido a oportunidade”: “Comprei e instalei a wallbox antes de 26 de junho”. Portanto, eles não têm direito ao incentivo. É uma pena, especialmente diante do aumento nas matrículas de veículos elétricos graças ao ecobônus. Além das protestos — compreensíveis —, há também quem apoie a medida. A novidade não está tanto no programa, já proposto várias vezes nos anos anteriores, mas sim na sua planejamento, como destaca Alberto Stecca, CEO da Silla Industries: os 68 milhões alocados até 2030 garantem continuidade e previsibilidade. São cerca de 15 milhões por ano, por 5 anos, um prazo que permite às empresas fabricantes planejar investimentos. E aos cidadãos se orientarem com maior segurança.
Stecca: um passo à frente em relação ao passado
“O bônus para as infraestruturas de carregamento está de volta, desta vez com uma diferença substancial: os decretos regulamentadores o tornam finalmente operacional, e a verba destinada não se esgota em um único período de tempo. São 15 milhões por ano até 2029, aos quais se somam mais 8 milhões em 2030. É uma mudança importante, pois a transição para a mobilidade elétrica precisa de incentivos, mas ainda mais de previsibilidade.”

Para sustentar seu raciocínio, Steca cita dados concretos: “As medidas anteriores já demonstraram isso: o Bonus colonnine domestiche 2023-2024 dispunha de um valor único de 40 milhões, tanto que o Ministério teve de reabrir os postos de atendimento várias vezes, já que as solicitações não esgotavam os recursos dentro do prazo estipulado, deixando famílias e empresas na incerteza quanto aos prazos. Um produtor que precisa planejar a expansão de uma linha de montagem, negociar contratos plurianuais com fornecedores de componentes eletrônicos ou formar uma rede de instaladores não pode se basear em um horizonte de apenas algumas semanas: ele precisa saber, com certeza razoável, que a demanda continuará existindo daqui a três ou quatro anos.”
São incentivados os investimentos das empresas
Um fator que impede o desenvolvimento da mobilidade elétrica na Itália é, portanto, a situação contínua de incerteza. Falta convicção quanto à necessidade da eletrificação, como confirmam os diversos editais destinados às compras, nos quais também são financiados carros não elétricos, como os Euro 6 e os híbridos. Abordagem condenada pelo Tribunal de Contas.
Bônus para wallbox: quando chegará? É melhor se preparar antes do edital.
Stecca elogia a programação plurianual. «Uma política de incentivos estável, de fato, não apenas apoia a compra de uma wallbox: ela também contribui para dar visibilidade à demanda, permitindo assim que as empresas do setor planejem a produção, os investimentos e a inovação. É uma diferença importante. O incentivo pode sustentar uma compra; a continuidade pode ajudar a construir um setor inteiro. Muito se discutiu, e com razão, sobre o desenvolvimento das infraestruturas públicas, mas o local natural para recarga continua sendo onde o carro fica por mais tempo: em casa. Por isso, apoiar a instalação de sistemas de recarga domésticos e em condomínios significa intervir no coração da experiência cotidiana da mobilidade elétrica».
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