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Uma estação de 400 kW não é rentável com 10 carros por dia. A BeReady2GO revelou os custos.

Uma estação de 400 kW não é rentável com 10 carros por dia. A BeReady2GO revelou os custos.

A BeReady2GO divulgou os cálculos dos custos de distribuição de energia para uma estação de carregamento de 400 kW em Celbow. De acordo com dados baseados nas tarifas da Energi, a um preço bruto de 2,00 zł por kWh, o operador pode ficar no vermelho mesmo com 20 sessões diárias, caso opere sob a tarifa padrão de baixa tensão.

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Esta é uma boa resposta para a pergunta de por que a eletricidade em carregadores rápidos DC não custa tanto quanto em casa. No caso dos HPC, o problema não é a energia em si, mas sim as taxas fixas por potência e distribuição.

De onde surge o problema

Nos tomadas domésticas, pagamos principalmente pela energia e pela distribuição, com uma potência de conexão relativamente baixa. Nas estações DC de 400 kW, a situação é inversa: antes mesmo de o operador vender a primeira quilowatt-hora, já precisa pagar uma alta conta pela prontidão da rede.

BeReady2GO fez esse cálculo para uma única localização, partindo do pressuposto de que uma sessão de carregamento consome em média 35 kWh. Quanto menor o tráfego, mais os custos fixos se distribuem por um volume pequeno de energia. É aí que surgem números que, do ponto de vista do motorista, parecem absurdos, mas, para o operador, são simplesmente os valores da fatura.

A tarifa C21 e a C21em fazem uma grande diferença

Na tarifa padrão C21, o componente fixo da tarifa de rede é de 34,84 zł por 1 kW de potência contratada por mês. Para uma estação de 400 kW, isso resulta em quase 14 mil zł mensais em custos fixos, antes mesmo da venda de energia.

A tarifa dedicada C21em para mobilidade elétrica reduz significativamente o componente fixo para 8,71 zł/kW, mas aumenta o componente variável por cada kilowatt-hora consumido. Isso ajuda em situações de baixo uso, mas não faz milagres. Se o tráfego for escasso, a matemática continua sendo brutal.

O que mostram os números de Celbowa

Parâmetro

1 sessão

6 sessões

10 sessões

20 sessões

Máx. (96 sessões)

Consumo diário de energia (kWh)

35

210

350

700

6 720

Custos de distribuição C21 (zł/mês)

14 447,54

16 968,24

18 984,80

24 026,20

110 738,28

Tarifa de distribuição de 1 kWh C21 (zł)

15,88

3,11

2,09

1,32

0,63

Margem com preço de 1,63 zł/kWh líquido C21 (zł/mês)

-13 419,24

-10 798,44

-8 701,80

-3 460,20

86 695,32

Custos de distribuição C21em (zł/mês)

4 260,53

8 106,19

11 182,72

18 874,04

136 177,51

Tarifa de distribuição de 1 kWh C21em (zł)

4,68

1,48

1,23

1,04

0,78

Margem com preço de 1,63 zł/kWh líquido C21em (zł/mês)

-3.232,23

-1.936,39

-899,72

1.691,96

61.256,09

A conclusão mais importante é simples: com 10 sessões por dia, o operador fica no vermelho tanto na C21 quanto na C21em. Nesta segunda tarifa, a perda é menor, mas ainda assim fica em -899,72 zł por mês apenas na diferença entre o preço de venda e os custos de distribuição.

Com 20 sessões por dia, a C21 padrão continua apresentando um resultado negativo: -3.460,20 zł por mês. Somente a C21em permite ficar ligeiramente acima do zero, com uma margem de 1.691,96 zł por mês. No entanto, isso ainda se refere apenas à energia e à distribuição, e não ao negócio completo da estação.

2,00 zł bruto por kWh deixa de parecer “roubo”

BeReady2GO vende energia por 2,00 zł bruto por kWh, o que corresponde a aproximadamente 1,63 zł líquido. Se a própria distribuição, em 10 sessões por dia, custa 2,09 zł/kWh no C21 ou 1,23 zł/kWh no C21em, é fácil perceber que a operadora não tem margem para grandes lucros. Portanto, não é de se admirar que algumas operadoras, ao atingirem esses níveis (ou menores), recorram a assinaturas – isso lhes proporciona uma fonte adicional de receita, ao mesmo tempo em que motiva os clientes a carregarem seus veículos com elas.

Mas a distribuição não é o único custo de um kilowatt-hora. Há ainda a compra da energia, taxas comerciais, processamentos de pagamento, sistema backend, manutenção, linha de atendimento e custos com falhas. Quando alguém diz que o carregamento rápido deveria custar tanto quanto a eletricidade no garagem, está simplesmente misturando dois mundos diferentes.

Isto ainda não está na tabela

A matriz BeReady2GO mostra a conta do operador do sistema de distribuição, mas não indica o custo de implantação da estação. E é aí que reside a outra metade do problema.

Uma carregadora moderna de 400 kW, com instalação, cabos e trabalhos de execução, geralmente custa centenas de milhares de zlotys. A isso se soma o aluguel do terreno, muitas vezes com aluguel fixo e participação nas receitas, caso a localização seja atrativa. Há também manutenções, peças, conexão por modem, terminal de pagamento e atendimento 24 horas para solicitações.

Na prática, portanto, mesmo um resultado positivo apenas com a energia não significa que a estação esteja gerando lucro. Pode significar apenas que ela deixa de sofrer perdas no primeiro nível de custos.

Onde está o limiar de rentabilidade

De acordo com os cálculos apresentados, com a tarifa C21em, o ponto em que se atinge um resultado positivo ocorre por volta de 14 sessões por dia. Esse é um nível que pode ser alcançado em locais de transição favoráveis, mas fora da alta temporada e das principais rotas, nem sempre é a norma.

E é isso que explica por que os operadores atualmente não competem com preços próximos aos das tarifas residenciais. Com baixa demanda, uma redução de algumas dezenas de groszy por kWh pode eliminar os últimos vestígios da margem de lucro, ou até mesmo aumentar as perdas. Por isso, empresas como a Tesla oferecem tarifas mais baixas. Mas aqui a situação é diferente – a Tesla possui uma rede enorme de estações de carregamento e também vende carros. Assim, eles podem manipular os preços de carregamento em novos mercados (enquanto uma estação perde, outras lucram) ou até mesmo oferecê-los “ao custo” como estratégia de marketing para incentivar a compra de seus carros.

Esses números são valiosos porque revelam o problema sem necessidade de marketing ou de histórias sobre “movimentação elétrica mais barata”. Com carregadores rápidos, o que mais incomoda vocês: o preço por kWh ou o fato de as estações ainda terem um tráfego insuficiente para permitir uma redução real nesses preços?