Novo C 63 AMG não tem V8 mas vai ser o mais potente de sempre

O próximo Mercedes-AMG C 63 será elétrico e poderá chegar com quase 800 cv. As fotos-espia revelam mais um dos seus segredos.
A Mercedes-AMG tem estado tudo menos parada. Poucos dias depois de revelar o radical CLE 646 Spezialanfertigung, a marca prepara uma verdadeira ofensiva elétrica, com um novo SUV desenvolvido de raiz pela AMG, um Classe E e este Classe C que «apanhámos» em testes.
Sob a carroçaria deste futuro Mercedes-AMG Classe C elétrico, como o nome sugere, não haverá lugar para um V8, para um seis cilindros em linha ou sequer para o quatro cilindros híbrido plug-in do atual C 63. Só para um conjunto de motores elétricos e uma bateria de grande capacidade.
Spoiler não está ali só para enfeitar
Apesar da camuflagem esconder grande parte da carroçaria, há um detalhe que não passou despercebido nestas imagens: o spoiler traseiro ativo. Instalado na tampa da bagageira, este elemento pode elevar-se para gerar mais carga aerodinâmica quando necessário, especialmente a velocidades mais elevadas.


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A camuflagem é particularmente densa neste protótipo, chegando a esconder os grupos óticos traseiros e a parte inferior das portas.
Ainda assim, é possível perceber que o futuro AMG terá uma aparência mais agressiva que o Classe C elétrico convencional, com para-choques, saias laterais e jantes específicas.
Três motores e quase 800 cv
A Mercedes-AMG ainda não confirmou as especificações do futuro C 63, mas os rumores apontam para uma configuração de três motores elétricos desenvolvida pela Yasa, tal e qual os que encontramos na «super-berlina» AMG GT 4 portas.
A potência combinada poderá rondar os 790 cv, um valor que colocaria o futuro C 63 acima do novo CLA 45 4MATIC+, que chega aos 680 cv, através de uma configuração igualmente composta por três motores.

À imagem do que vemos nos AMG elétricos que já foram apresentados, o Classe C também deverá oferecer uma experiência sonora composta por sons de motor de combustão sintetizados, além de simular mudanças de caixa e até vibrações ativas nos bancos, procurando recriar algumas das sensações que desaparecem com a passagem para a propulsão elétrica.
Quanto à bateria, deverá recorrer à maior que encontramos no Classe C «normal», com 94 kWh de capacidade, que lhe permite anunciar até 762 km de autonomia. Na variante AMG este valor deverá ser inferior.
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Adeus combustão
A chegada do novo C 63 marcará, assim, mais uma mudança de rumo para um dos modelos mais conhecidos da AMG.
Depois da atual geração ter abandonado o V8 em favor de um quatro cilindros híbrido plug-in — uma solução que gerou bastante discussão — a próxima geração irá ainda mais longe e eliminará por completo o motor de combustão. Pelo menos até à confirmação de uma geração totalmente nova a combustão.

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O novo C 63 será elétrico e terá de encontrar nessa configuração uma forma de preservar aquilo que a AMG considera essencial na experiência de condução.
E não estará sozinho nesta mudança. A BMW está também a preparar o primeiro M3 elétrico, colocando duas das berlinas desportivas alemãs mais conhecidas perante uma nova realidade praticamente ao mesmo tempo.
O próximo confronto entre C 63 e M3 será, por isso, bastante diferente daquele a que estamos habituados.