Esta deverá ser a autonomia estimada do Citroën 2CV

Xavier Chardon, CEO da Citroën, não se comprometeu com um valor de autonomia para o novo 2CV, mas deixou algumas pistas.
Apresentado como um dos projetos mais importantes para o futuro da Citroën, o novo 2CV tem uma missão semelhante à do modelo original: tornar a mobilidade acessível a mais pessoas. Mas agora com um desafio adicional: fazê-lo com uma motorização 100% elétrica, sem comprometer o preço.
Numa conversa à margem no Salão de Paris 2026 onde a Razão Automóvel esteve presente, Xavier Chardon, diretor-executivo da marca, revelou que a autonomia da versão de entrada do futuro 2CV deverá ser muito próxima daquela que o modelo original oferecia em 1948.

O responsável não avançou, contudo, um valor concreto, deixando claro que o desenvolvimento do automóvel ainda está em curso. “A autonomia de entrada do 2CV será muito próxima à autonomia do 2CV lançado em 1948”, disse o diretor-executivo.
Vamos a contas e para isso temos de recuar quase 80 anos. Os primeiros 2CV recorriam a um depósito de combustível de apenas 20 litros. Os consumos variavam entre os cinco e os sete litros por cada 100 km, o que se traduz em autonomias entre os 285 km e os 400 km.
Cruzando esses dados com a ambição da marca francesa, em lançar um 2CV elétrico com preços a começar nos 15 mil euros e um peso o mais próximo possível dos 1000 kg, as estimativas da Razão Automóvel apontam, naturalmente, para o valor mais baixo, algo próximo dos 285 km. Usando um exemplo atual como referência, o Renault Twingo tem uma bateria de 27 kWh para marginalmente mais de 260 km de autonomia.
Xavier Chardon não se comprometeu com qualquer estimativa. Porém, acrescentou que, considerando os hábitos de condução dos europeus que percorrem em média entre 30 km e 34 km por dia, os futuros proprietários do 2CV deverão ter de carregar a bateria cerca de duas vezes por semana.
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Peso e preço são prioridades
Como referimos, a Citroën estabeleceu dois objetivos desafiantes para o novo 2CV: preço a partir de 15 mil euros e um peso tão próximo quanto possível dos 1000 kg.
Segundo Chardon, alcançar esse peso é particularmente difícil num automóvel elétrico, mas será importante para controlar o custo e o tamanho da bateria e, consequentemente, o preço final.
A contenção de custos passa também por recuperar a simplicidade que tornou o 2CV original tão acessível. Chardon defendeu que o novo modelo deve oferecer apenas o necessário, resistindo à tentação de acrescentar equipamento sem uma utilidade clara.
O responsável reconheceu que ainda existem decisões por tomar e que o desenvolvimento técnico ainda continua. O modelo de produção deverá ser conhecido dentro de dois anos, coincidindo com o 80.º aniversário do 2CV.