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Citroën 2CV será feito na Europa mas ainda não tem fábrica

Citroën 2CV será feito na Europa mas ainda não tem fábrica

Xavier Chardon confirmou-nos a produção europeia do novo 2CV. A escolha da fábrica continua em aberto e Portugal entrou na conversa.

O novo Citroën 2CV vai ser produzido na Europa. A garantia foi dada à Razão Automóvel por Xavier Chardon, diretor-executivo da marca francesa, numa conversa à margem do Salão Automóvel de Paris. Falta, contudo, escolher a fábrica que irá receber o projeto.

Confrontado com as informações que apontavam Itália como destino da produção deste elétrico que vai custar 15 mil euros, o responsável da marca francesa esclareceu que a unidade industrial ainda não está escolhida. Existe uma única certeza: “só para esclarecer e podem citar-me: será produzido na Europa“, afirmou Chardon, depois de insistirmos sobre a localização industrial do futuro elétrico.

Seja qual for o destino da produção do novo Citroën 2CV, a fábrica eleita pela Stellantis terá de responder a um caderno de encargos muito ambicioso: “Temos de o produzir na Europa, com a ambição de começar nos 15 mil euros, e também ter lucro”, resumiu Chardon.

Xavier Chardon, diretor-executivo Citroën

A esse propósito, recordámos ao diretor-executivo da Citroën a ligação do 2CV à fábrica portuguesa de Mangualde, de onde saiu o último exemplar do modelo original, em 1990. E perguntámos se o desempenho industrial das instalações poderiam colocá-la na corrida para receber o sucessor elétrico. “É uma das fábricas mais eficientes”, reconheceu Chardon.

O reconhecimento não foi acompanhado de uma indicação sobre a futura localização da produção. Quando insistimos na possibilidade portuguesa, o responsável da marca francesa foi taxativo: “Produzido na Europa”. A escolha da fábrica continua em aberto.

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Simples e barato

O preço é mesmo um dos pilares do novo 2CV, cujo desenvolvimento técnico ainda está em curso. Uma das prioridades é controlar o peso. “Queremos que este carro fique o mais próximo possível dos 1000 kg”, explicou. Ajuda a reduzir as exigências sobre a bateria e, consequentemente, o custo do conjunto.

A contenção de custos passa também por recuperar a simplicidade que tornou o 2CV original tão acessível. Chardon defendeu que o novo modelo deve oferecer o necessário, resistindo à tentação de acrescentar equipamento sem uma utilidade clara.

“Não vamos colocar ecrãs por todo o lado”, afirmou. O painel de bordo do concept estará próximo daquele que será utilizado no automóvel de produção, incluindo soluções pouco habituais nos carros atuais: o tradicional porta-luvas deverá dar lugar a um cesto central.

A capota de lona é outra das características que a marca quer preservar. São escolhas que procuram dar continuidade à identidade do modelo, ao mesmo tempo que o adaptam à mobilidade elétrica. O próprio regresso do nome demorou a ganhar espaço dentro da organização. Segundo Chardon, recuperar o 2CV foi, durante muitos anos, “uma espécie de tabu” na marca e no grupo, pelo peso da herança e pela responsabilidade de estar à altura do modelo original.